domingo, 29 de julho de 2018

Desalento

Muito novo, possivelmente muito imaturo para perceber que tive oportunidade de dançar no passado e o passado é a oportunidade de dançar no futuro. Aliás, demais até para não chegar a ter pressa de viver, de não sentir ansiedade que uma hora se transforme em meia, de não desejar que todas as horas sejam curtas ao ponto de voarem mais alto que a realidade e as recordações. Imaturo para perceber que a rotina não pode ser julgada constantemente, não pode ser uma caixa com um laço, nem a água ideal onde todos queremos nadar, não, não pode... Em parte, é medo de perder o que nunca encontrei, medo de sustentar uma desprotecção uma vida inteira, medo do que sou, no fundo... De não ser precisamente isso, imaturo! É dramático em demasia ser um livro escrito de uma forma extremamente difícil de descodificar, baseado numa onda de palavras a provar a forma como vivo, desalentado, confuso e transparente a olho atento. E folheia se assim cada página, sobre uma vida inteira a tentar mudar o desalento e a desorientação, pois cada condenação é como um castigo que fica por cumprir.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Calado e Persistente



Desconfio que não é claro o que restou de ti, o que esteve na minha mão. Menos claro então é a possibilidade de veres ainda que até disso mesmo eu me quis ver livre, porque para mim, com muito ou nenhum juízo, depois dos sucessivos soluços de pessimismo, nunca fez sentido de outra forma. Inexplicável ainda hoje eu ver este  calado e persistente desejo de não ser esquecido a fazer braço de ferro com a vontade de te excluir dos meus dias. Leva me as vezes a querer que sou eu que sinto o peso do que levas te, do bem que te quis, do bem que te quero... Será que alguma vez chegaste a sentir o peso do que transportas? Anseio o dia de não querer sabe lo, de não haver peças queimadas, de não precisar de esconder uma quase ridícula cicatriz... por muito pequena que seja. Anoitecendo, eu viro esta página ao contrário e leio um pouco de sobrevalorização, porque um alvo consciente tem que resistir às intenções frias... Contudo, eu sei aquilo que sou e as incertezas que estão para massacrar, portanto neste momento a palavra viver consiste precisamente em manter me ciente do meu valor e aplica lo na luta contra o que não presta. 

segunda-feira, 5 de março de 2018

Horas perdidas e noites adiadas



Tu és o que me faz adormecer na vida. E sabes, essa inconsciência pago a muito caro ao fim de cada dia. Sinto me como alguém que foi largado a milhas, em parte livre mas apertado, sem direção confortável e com um redor vazio... Aliás, eu começo acreditar que é mais a saudade do que não tive que tem vindo ultimamente a descalçar me ... Embora a força está neste aperto, que não deixa enganar muito sabes, tira me uma dose considerável daquelas que são as minhas capacidades de reagir e já não sei bem em que pensar. Seja isto igualmente muito confuso para ti ou não, podes acreditar que vai mais além da revolta em que me deixas te, passa para lá disso e não é pouco. Pois entre o que devia ser e não ser, foi antes como haveria de ter sido, talvez precisei que fosse assim, titulado de injustiça... O que não quer dizer que o mereça, eu sei disso. Neste momento, estou a conhecer me melhor um pouco também, nas reações que tenho e até mesmo na coragem que tive de ir em frente no que não acreditava mas que queria, com a ideia de que nunca seria ou serei suficientemente bom para alguém... Estou a conhecer me a todos os níveis, até mesmo ao ponto de tentar analisar a minha posição na vida das pessoas que gosto... Depois claro, a perceber este despertar, esta parte de mim que crias te ou acordas te, que até eu mesmo chego a ter receio muitas das vezes.
Custa me viver este sentimento desfeito e desvalorizado, carregado de horas perdidas e noites adiadas. Custa mesmo, ter saudade das expressões que provocam a minha momentânea instabilidade cardíaca... Saudades do tão pouco que já tive, que eu sempre tratei de pintar com as minhas cores.  Por fim, quero deixar claro que eu nunca  te desejei uma má resposta, nem vou querer desejar, é impensável! O que carregas é sincero, está muito apoderado do seu significado... Podes continuar à espera do melhor que te desejei e podes acreditar no que escrevi só para ti!

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Amargura

Sentimento de paixão é quando não o queremos sentir, querendo... Como quem não quer pensar, e tranca se a ouvir todas as músicas proibidas... É quase como quem quer esquecer o assunto, por um minuto que seja, e nesse minuto encontra tudo e mais alguma coisa que associe à pessoa em causa. Sentir uma paixão é mais do que não conseguir justificar a sua origem, é um pouco mais, como quem não consegue imaginar uma distância, um fim... Até aos acontecimentos surgir, até não ter escolha! 
Faz-me muita confusão estar tão atrapalhado com as circunstâncias atuais, estar aqui assim, com este medo de estar sozinho, medo de ter tempo para pensar, em ti, em mim, no caminho que tenho pela frente. Pareço quase um miúdo na fase dos descobrimentos, com receio do que aí vem, das minhas próprias reacções e de que tudo corra longe daqueles que são planos definidos, às vezes. O difícil é que o tempo que eu tenho para pensar é todo ele a qualquer hora, não é menos do que incontrolável, o sentimento morde me as ideias, abala me o pensamento e destrói me o coração... Pois é, eu estou encurralado nesta amargura toda e não faço mais do que dobrar a dor, tentar resolver o meu dia e sufocar me despercebidamente.  É tudo o que devia estar à espera, não é? Nos tempos que se seguem, estou proibido de sonhar, antes pelo contrário,  estou obrigado a resolver pensamento por pensamento, sentimento por sentimento, a transformar  e confrontar as emoções em sentidos opostos.
Eu tento, vou sempre tentar anular esta angústia, a recuperação vai surgir, o tempo vai me trazer a saúde que eu construí de volta... Eu prometi, a mim e  a ti... eu prometi!

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Jogo da Vida



A vida é um jogo com duas torneiras, de respostas quentes e frias, de vitórias e aprendizagens, de humildade ou covardia... Tudo é um jogo, de missões e níveis, em que não devemos deixar nos ficar para trás. As missões deverão ser rotinas aleatórias, pausas e ações, mas nunca repetições. Ninguém te vai parar, o máximo que pode acontecer, é alguém assumir a tua subconsciencia e escolher a torneira do jogo que tu vais ter que superar. O jogo da vida é mesmo assim, quebra sonhos e cria distúrbios, temos de nos adaptar a cada um deles, da forma mais acertada possível.
A verdade é que a minha missão, era salvar um copo de paixão, no entanto o vidro que o forma estalou,  e aí eu percebi que aquilo que continha ficou em perigo, seriamente em perigo. Quantas vezes eu já criei barreiras? Quantas vezes eu não o tentei proteger de tudo? Não foi suficiente, ao primeiro assalto ele foi se,  sensível demais... Tinha mesmo que acontecer, estava destinado a isso, contudo, eu não estava propriamente preparado para este dia, nem para todos os últimos, não tão cedo.... Não estava preparado para sentir o risco que eu por um lado esperava. Olho à minha volta e sinto me uma vírgula no meio destas palavras todas, achas bem o que me fizeste? Ficou frio demais para estar aqui ou em qualquer lado. Hoje, eu escolhi tirar o dia para mim, desligado por completo de toda gente, como se fosse só eu e a natureza. Senti que as regras do meu jogo estão atualmente definidas de injustiças, isso revolta me, revolta me mesmo! Vim até aqui, procurar uma solução para a minha missão, para os meus objetivos... Vim basicamente organizar as minhas ideias e estratégias para o que aí vem. Vim exigir de mim um equilíbrio entre as vitórias e as aprendizagens, porque eu sei, eu sei mesmo que mereço. Por momentos, eu pergunto para mim próprio o que estou aqui a fazer, porquê que eu cheguei a este ponto, sem que ninguém fizesse nada por isso, porquê? São respostas, que ninguém consegue dar. Uma vez que os espaços voltaram a fechar se para as certezas, vou lavar aquilo que me dói. Chegou a hora de não aceitar ser uma vírgula no meio disto tudo e sim um ponto, um ponto final! Vou escrever te a ti, a mim, e todas as minhas imaginações num papel, e atira lo ao mar... 

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Eu devia..

Eu devia tirar um descanso, devia deixar de pensar no que me pode esperar, bastava até não pensar tanto, só um bocadinho. É mesmo defeito meu, não é? A verdade é que eu trocava este cansaço, aliás trocava esta inspiração que voltou passado tantos anos, por um regresso a emoções estáveis, trocava mesmo. Sinto-me  emocionalmente descontrolado, estou ligeiramente mais para ti do que para mim, dá para entender? Por vezes, a um homem, custa assumir os medos, mas admito, admito mesmo... O meu, é de tudo eu vejo daqui em diante, seja o futuro bom ou mau. Este pessimismo não me larga, corre me nas veias constantemente, e eu sei, está errado, eu devia ter mais confiança em mim mesmo, devia ser mais equilibrado, devia ter menos receio daquilo que faz parte, pois tudo que faz parte, não é de todo sofrer por antecipação... Eu devia, mas tenho uma paixão algo descompensada, e não estou muito capaz nos dias de hoje. Eu posso até fingir que está tudo bem, e faço o, vou fazê lo, mas o vazio está aqui. O sentimento foi várias vezes contrariado pelas circunstâncias, mas está aqui, mais seguro que eu. 

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Nota Positiva?

O mundo inteiro por vezes cai nos ombros, e não há espaço que chegue para proibir o cansaço. Contudo, o peso quando é tanto, a rotina é quase como uma roda com cantos, não anda com uma sequência lógica, roda aos saltos, violentos e insuportáveis. O segredo, é não deixar que a incerteza seja dominada pelo poder de um olhar. Quando isso acontece, mesmo que seja por um determinado curto espaço de tempo, não dá sequer para fazer de conta que a estabilidade existe. Embora afetado, com atitude à mistura, com a devida declaração feita, nasceu uma estabilidade, que é impensável considerar nota totalmente positiva. Eu gostava e quero prever um futuro mais seguro, quero encontrar me melhor e perceber em que fase é que eu me perdi.
 Por volta desta altura, em que cai a noite, precisamente no momento em que tento desligar, a pressão multiplica-se e os batimentos aceleram, e é lógico, fácil de perceber que não vai ser de outra forma nos próximos tempos, vou sempre continuar a ligar me aquilo que tento abstrair me durante o dia. Não há cansaço que combata essa guerra, são mesmo muitos pensamentos e conclusões, que eu penso ser tão decididas e fixas, que na verdade dá a ideia que variam a cada milésimo. Sem voltar atrás nas escolhas que fiz, creio que estou um pouco melhor posicionado na minha tristeza. Agora, os silêncios já se vão esgotando e surgiu mais espaço para certezas, que ainda são tão poucas. A verdade é que, custa me tanto acreditar que aquilo que os meus sonhos  acordados me ditam, seja uma mentira... Eu não saber o que esperar da origem disto tudo, e como saber reagir ao que tem de ser. Acima de tudo, custa ainda mais partilhar o mesmo espaço, poucos metros, com a pessoa que mora em mim, e quase que fingir que isso nem acontece. Eu imploro que a minha ligação interna se mantenha controlada o suficiente para que os meus olhos não me abalam o estômago, muito menos a mente e ainda menos que chegue ainda mais ao coração. Tirando isso, o que tiver de ser será, e nunca será totalmente mau se não for feito como deve, de forma verdadeira e justa.
Só quando somos levados até a um pico da vida mais escuro, é que percebemos o quanto saudável podemos estar sós. Não é burrice analisar dessa forma, embora eu tenho noção de que é lógico que para ser possível saborear o verdadeiro sabor da felicidade, é preciso mais do que uma vida de coração vazio, é preciso abrir uma porta na hora certa, para que o interior seja preenchido... Para isso, é preciso melhores respostas, é preciso que haja correspondência, que as vidas se cruzem e sentimentos se misturem, caso contrário, a recuperação pode custar muito mais caro do que posso prever. Neste momento, mesmo com o pé que eu deixo quilómetros atrás, todos os dias, eu só receio que o destino não me surpreenda e que este desconforto vire ainda mais rotina e intenso, por muito tempo. 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Tiro certeiro

Planeamento falhado, como já não vinha a prever, mesmo deixando um pé em casa e outro perto de ti. O que é verdade, é que houve um tiro e esse mesmo, não me passou ao lado, de todo. Atingiu-me e escorre me bocadinhos de ti por todo lado. Será que é desta vez que me largas? Será que é desta que me deixas ir à minha vida? Eu não te procurei tanto assim, não alimentei tanto sentimento para me fazeres isto. Não posso viver uma vida a fugir das minhas quebras, eu vim ao mundo para aprender e só fechar os olhos para intenções que não vão para além de derrotas. Depois, eu pergunto me, que regresso é este? Fruto do instante que não reagi, agora estou me a deitar e conto para ninguém, tudo o que colhi desde o local de onde partiu a bala, até me atingir. A chuva que me caiu naquele momento, molhou me tanto a alma que eu julguei que estava mais na esplanada do que propriamente numa cave.  Até deu para sorrir de cansado, destroçado, sinceramente deu. Assumi o desgaste, já nem sinto as pernas, já quase nem para  carregar numa porcaria de uma embraiagem eu tenho sensibilidade. Era este o fim do quase início que previa? Não, não era, mas foi o meu sinal mais claro, depois de todo meu pessimismo me ter já contado tantas vezes, mas tantas vezes. Eu sei que não tens culpa, eu sei que nem uma única página fiz-te chegar, mas em relação a essa atitude, eu opto por uma opção cega e egoísta. Tinha tudo pronto, tinha os planos feitos, mas a ocasião segurou me e eu senti me incapaz de encara la. Não o posso fazer de outra forma, porque se eu quiser acreditar que o destino te trouxe até mim, devo primeiramente saber que nos momentos em que eu ia avançar, ele tirou me o chão, e isso sim, foram mais do que sinais. 

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Luta Interna

Praticamente impensável atravessar o muro que nos afasta, que apesar de estarmos tão perto um do outro, ele faz toda questão de nos separar. É todo ele frio como um cubo de gelo e rijo como pedra, formado por proibições que me consomem o raciocínio todo santo dia. Eu deveria deixar que a vitória fosse dele, devia, mas vejo-o quase como uma rocha na praia, que quando a maré está baixa, ela é toda visível e quando a maré sobe, desaparece, como se não existisse nada, no entanto, existe. O que acontece na realidade, é um pouco por aí, nunca deixou de existir o muro que nos separa mas por vezes é ocultado, eu oculto. Fará isso algum sentido? Salvará alguma dor? Preencherá algum vazio?
Não, e hoje, 14 de Fevereiro, era particularmente aquele dia que eu gostava de pegar no carro, e destruir esse muro,  ou gostava de,  pelo menos, escala lo para te ver. Não é que seja ganho nenhum, é só uma luta interna, entre a minha consciência e o meu coração inconformado. O objetivo que eu tracei inicialmente, foi uma fuga, quase como um derrotado que nunca sequer entrou na corrida, e até ao momento, com um relativo sucesso, embora com uma pressão infernal. Uma pressão feita pela percentagem mínima de sentimento mútuo, que apesar da minha consciência afirmar que o mar engoliu essa possibilidade, o meu coração defende que tudo aquilo que o mar não quer, ele devolve. Só queria ter a certeza que, pelo menos viste um muro à tua maneira, e que, pelo menos me lês te, só isso. 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Banho de saudade

Terei eu sido normal demais nas oportunidades que tive? Que eu nem sabia bem o seu valor, nem tão pouco que se tratavam de oportunidades para mim. Atualmente, saiu à rua como um inconsciente sobre efeito da droga, relativamente perdido por instantes compulsivos, e cada vez que me encontro, percebo que se trata de uma dose que devia ter sido tomada a dois, e eu decidi tomar sozinho. Esses efeitos fazem com que aquilo que eu sinta se resuma a uma sensação muito estranha, de quem procura uma saída e ao mesmo tempo volta a entrar, quase como quem foge e vai ao encontro. Precisamente como o sucedido de hoje, no local e na hora mais improvável de sempre. Poderei chamar lhe de quê? Ressaca? Ironia do destino? Creio que, resta me acreditar no que parece mais verídico, resta me acreditar que hoje foi o reflexo deste tempo todo. Apareceste me novamente à frente, e eu bloqueei, nem me viste na verdade, pelo menos foi o que deu a entender. Dei por mim, a revirar os olhos, a prever uma manhã atordoada e a tomar um banho de saudade e confusão.  O resumo da história em si, passa um pouco por aí, vivi os acontecimentos sozinho. Neste momento, não sei se me viste, não sei se me lês, nem sequer sei se ainda sabes o meu nome, neste e em todos os outros momentos para ser sincero. No entanto, se calhar é melhor conformar me, e que assim seja, pois dificilmente aquilo que para mim faz sentido, irá fazer para ti também, quanto mais eu ainda pensar que os sonhos se possam vir a cruzar, ou que pelo menos, tenhas percebido toda esta saudade de te ver. 

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Condenado a uma paixão profunda

Hoje acordei e lembrei me, que saudade das nuvens inventadas. Lembrei me de acordar sobre os problemas sem solução, que saudade. Acordei? Bem, foi quase como quem correu montanhas monstruosas toda noite, quase como se nem tivesse dormido. Com uma dor nos pés, como se tivesse caminhado sobre chamas quilómetros intermináveis. Talvez, o que eu queira é não acreditar que esta noite existiu, que eu quase não dormi, nem caminhei, mas que dói, dói,  não nos pés que aterraram na terra, mas na consciência que esteve em luta todo tempo. O mais grave, o pior de todas as dores, é eu saber que sempre soube, sempre tive a razão do meu lado, sempre previa o pior, e não queria vir a saber que a realidade era mesmo essa. É pena, eu quase não poder ficar, quase não poder ser eu e quase não existir ninguém do outro lado. Pois, no fundo, não existe mesmo, iludidamente inventei alguém dentro de um corpo existente. Vi um olhar que não existiu, um sorriso sem emoção, vi um vazio, nada mais. Há acontecimentos na vida, com pouco sentido, com pouca história, mas que são quase como uma chave para o nosso cofre, e provocam alterações que outras situações teoricamente com mais possibilidades, nem sequer chegam perto. O que é verdade, é que o resumo desta estúpida situação, baseia se naquilo que nunca existiu, baseia se no que eu inventei, todos os dias, a toda hora, e agora estou só acordar, como se tivesse tudo acontecido enquanto dormia. Estou oficialmente condenado a uma paixão profunda, em que assumir e esquecer o sonho, será o meu árduo castigo. 

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Quanto será preciso para temer uma quebra?

Teoricamente, 264 horas nunca seriam suficientes para gostar verdadeiramente de alguém, quanto mais para calar o orgulho que é tão firme. Reflectindo melhor, quanto será preciso para temer uma quebra? Deveria eu ter juízo, no entanto, a tendência é de confortar a alma com imagens carregadas de momentos perfeitos, a qualquer hora. Falta de juízo, que me leva do mais prédio mais alto, até à terra mais firme. Esses lugares que instalam o caus, um caus entre o risco de insistir no que pode dar certo e errado, o risco de desistir de forma certa ou errada, o risco de que tudo seja abafado perante as possibilidades que, de olhos abertos são tão claras, mas que de olhos fechados são tão perfeitas, como uma verdadeira felicidade sem plateia,  não mais do que a desejada. Cenários fáceis de explicar, pois a vontade não tem olhos e muito menos cérebro para pensar. Torna se assim um ciclo controlado automaticamente, em que qualquer vaga de tempo que tenho, é ocupada pela confiança que alimento e pelo sentido contraditório, que no fim de cada minuto, sai vitorioso e faz um resumo claro e desastroso. Talvez até não serei eu a pessoa certa, a pessoa que faz parte da outra metade das imagens. Resta me neste momento lembrar que, aquilo que pode não correr certo, não depende só de mim, nunca dependeu e nunca será de outra forma, não me posso culpar. 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Já vai para além de duas dezenas de ensinamentos, escritos de forma salvadora, em momentos pontuais da vida. Momentos onde adormeci e acordei, repetitivamente, de um mundo que é meu. São realmente muitas as primaveras distintas, recheadas e vazias  de intencionalidades de toda gente e ninguém. Atingido de todo lado ou nenhum, desse lugar em que estive, que é longe ou aqui mesmo. Do género de quando alguém se senta em frente a nada e vive tudo em segundos. Do género de quando alguém lava as ideias com um poder de descoloração, significativo o suficiente, para que até o sol tema. Do género de quando te sentes tão apertado, que o espaço parece um egoísmo tremendo, por ser meu, afinal só meu. Iludida esta rotina, de cansaço otimista, em busca do retrato por desenhar. Creio que se trata de uma procura que não existe, e essa mesma leva me a resumir os dias e momentos de forma simples, como quem fala de uma vida milionária, carregada de tudo e mais qualquer coisa. Nessa precisa descoloração, estarei eu desenhado a rigor numa tela imaginária, ainda com a oportunidade de preencher os espaços onde ainda pode tocar o lápis. E é confuso perceber que é praticamente inevitável isso acontecer, dá a ideia que vivemos numa balança descontrolada, onde a tristeza e a felicidade é dependente da nossa identidade, da nossa personalidade, para além dos reais motivos que provoquem os desequilíbrios. Salvar o que sou, é escrever me num papel e dizer mo sem que sequer exista uma única voz, nem mesmo a minha. E isso para mim, faz todo sentido porque foi assim que me conheci, naquela que foi a primeira vez que escrevi sem uma direção humana.

domingo, 25 de setembro de 2016

Luta Silenciosa



Sabes aquela sensação de quando entregas uma oportunidade a uma decisão, por natureza, porque na tua mente não fazia sentido de outra forma. Aquela sensação de que estás no caminho certo, e que as pessoas certas estão por vir.  Aquela sensação de que não estavas no sítio certo, com as pessoas certas, e de repente a tua rotina cansa e... Percebes que estás de volta, numa luta silenciosa com as sensações. 
As escolhas são inteiramente um risco, e desse género de riscos se faz a vida,  e por vezes, as mudanças são s piores de todos. Passado estes anos, percebi que as pessoas certas não estavam por vir, as pessoas certas estavam lá, tão perto de mim, que eu com a minha mania da insatisfação deixei fugir. Senti me com um pé fora do meu círculo infernal, e isso foi o suficiente para que mudasse os pontos e as cruzes, e afinal era tudo uma questão de tempo. 
Ultimamente, olho à minha volta, e percebo que as mudanças inevitáveis e as opcionais descruzaram se. Não queria tocar no assunto, não queria sequer escrever, nem para mim, nem para ninguém. É humilhante para mim lamentar o destino que desenhei. Mais humilhante ainda é ter o céu limpo e ter entregue a estrela mais bonita que o preenchia. 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Ensino Indispensável?




Quando negamos uma tristeza na nossa vida, é sinal que iremos ser perseguidos um tempo infinito. Até a nossa boa memória falhar. Até um feliz momento revolucionar. Até uma oportunidade surgir, de entrar numa aventura incansável ou simplesmente de evaporar, das pessoas, da rotina.
Eu, durante todos estes mil cento e nove dias, vi cair muitas pedras moles e vi subir muitas pedras duras. Tive uma espécie de luta com a gravidade. 
Sabes, quem me dera que isso não tivesse acontecido e que eu não soubesse não mais do que aquilo que  sempre precisei para crescer. Será que durante este meu processo de construção, eu como autor, terei sido demasiado envolvente? Mais do que o que sentia... pressentia. Mais do que pensava para aquilo que lia... e escrevia. Após todas as noites, escritas e momentos de emoção, o resultado surge, claro como água e frio como o amanhecer. Sublinhado por conclusões antigas, como se a vida fosse umas tantas centenas, como a história aqui presente. Visto por um outro lado, tomara que seja apenas parte do desenho que descreve a minha adolescência. Adolescência, a fase onde o espaço é comum, o estilo de vida é idêntico, basicamente, onde a educação é finalizada, e onde são tomadas as possíveis decisões mais importantes da vida, daquilo que realmente nos irá definir como pessoa. O tempo em que conhecemos pessoas que nunca mais vamos nos esquecer, ou relembrar. Possivelmente, o tempo das partidas, do fim das relações que aparentemente teriam finalizado há meses, anos atrás. Onde a responsabilidade e a humildade passa a titular, e o tipo de convívio vira de plástico para vidro. Espero eu que, de uma forma mais firme, possa  despedir-me e garantir que os pensamentos, descrições, pessoas, sentimentos, venham a ser outros, e que toda esta luta seja um ensino indispensável para o meu futuro como pessoa. Vejamos... 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Despedida



Quem te procura na verdade? Nesta perdição inconsciente que até as memórias sublinham. Seria básico demais eu pedir um gelado como lembrança, ou um rebuçado como despedida. Na verdade, seria tipicamente desastroso para mim pedir um gesto distanciado, pedir um acto de carinho, como desculpa ou recompensa de outros tempos perdidos. Sinto que já é tão ultrapassado que nunca o será, e é tão impossível quanto um verdadeiro resumo com oito letras. Não consigo, honestamente, não consigo sentar me em qualquer lugar e explicar para alguém o porquê de eu sentir tudo isto de forma tão intensa. Não consigo entender muito bem, isto de fugir ao que me dói e ser um possuidor de boa disposição, isto de sentir me uma infantilidade e uma explosão de personalidade, isto de inúmeras vezes encontrar me com o meu lado mais bonito em termos de atitudes, de iniciativas de bondade. As despedidas levam-me a fazer parte de uma cena dramática de verdade, por momentos, fico desfeito em pedaços do desconhecido que sou. São momentos como estes que me recuam no tempo, nas lições, nos erros,  nas injustiças, e fazem-me refletir sobre as minhas capacidades de equilíbrio. Fico assim capaz de falar, num tal momento específico, sou eu capaz de, sozinho, fazer me entender que aqui estou eu. Como sempre, acabo por aperceber me que ainda não é tarde para escrever como haveria de recompensar me a mim próprio. E aí, eu questiono a minha posição, será que mereco o que sou? As pessoas que, de verdade, conquistei? Será que eu mereço as minhas vitórias? As minhas derrotas? 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Um amor em meio coração



Parei em algures, e por mera rotina esvaziei a caixa do correio e bati a porta de vidro. Pus-me a escrever, escrevi, escrevi e escrevi. Depois de tantas folhas amassadas, passei a dar valor ao que amo, ao facto de ser amado, e a tudo aquilo que foi positivo intencional. E na minha inocência, não conseguia acreditar no que estava a ser escrito. Só isso já era uma razão suficientemente morta para eu não sobreviver das pobres ideias, quanto mais conseguir assimilar e conciliar, sem passar pela questão de sentir-me firme. Não há entregas que nos formem, mas eu formei-me pela minha má entrega. Fez-se assim uma madrugada inteira, uma ou centenas, e senti a canseira de quem escreve e reescreve. Não é que a escrita canse, não cansa, mas bater no que de mais fraco é, partindo de vários pontos, abala toda a noção do que é dia e do que é noite. Optei pela insistência como se estivesse realmente certo, quando na verdade faltou sempre uma valente dose de consciência, pois eu não tinha noção de quanto mau era o que  tinha para escrever. É complicado, assumir uma fraqueza, para além de muitas outras, uma fraqueza humana. Lidar com isso, já me formou, pela má entrega, pela fraqueza humana, pelo sacrifício de superação. São dezenas de sentimentos incontroláveis que transmitem os sinais de humanidade, de sensibilidade, e o mais difícil é ser capaz de mover-me e iniciar uma luta com certeza e sentido. Eu, perante todas as palavras que já escrevi, fico à espera a madrugada inteira, pelo momento em que me falte a vontade de te escrever. Sinto que o tempo está a desenrolar-se sobre um resgate, e às vezes eu não sei muito bem se é isso que quer transmitir, mas uma certeza pelo menos, eu tenho. Jamais saberei acreditar nas impurezas de um sentimento, não consigo desfazer um amor em meio coração, não consigo perceber o sentimento de saudade por cima do desprezo, e isso já é suficiente para remover qualquer das milhares palavras escritas.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Boa noite



Em todos os momentos da tua vida vais sentir a minha mão sobre a tua, pretendo estar sempre presente quando precisares e não precisares, para te ver ser feliz e a superar as dificuldades, sempre. O que eu vejo é o que sinto, um caminho longo pela frente, com muitas cabeçadas na parede e com muitos mais momentos lindos os dois, juntos. Não conto com uma desilusão, pode tudo em frente correr mal, mas nós? Bem, nós não imagino correr mal, não vejo nada acontecer fora dos planos.
 Tenho noção, de que nos vamos chatear, muitas vezes e sinceramente assim espero, porque isso sim, é correr certo, como uma verdadeira relação. Não vou aceitar todas as tuas decisões e escolhas de consciência leve, assim como tu podes não aceitar certas coisas que eu faça, é normal. Fico feliz quando corre algo mal e de seguida o que construímos até hoje, ou seja, o sentimento leva-nos rapidamente um até ao outro, e de repente, estamos bem de novo. Tenho perfeita noção que isso é normal, e sinceramente? Tudo vai valer a pena, enquanto tu seguras tudo enquanto estamos bem, fazes reviver e viver feliz, eu seguro enquanto estamos mal, não faz parte de mim ser assim, mas contigo? bem contigo é diferente, porque não há braço a torcer, há uma irmã que eu quero ver ser feliz e a sair-se sempre bem de tudo, quero-te ver crescer e tornares-te numa mulher, uma verdadeira mulher!

27 Outubro de 2013

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

História




Os dias de cada ser humano, é uma pequena história de grandes bons e maus momentos. Nestas longas horas, conseguimos ser mais versáteis do que realmente achamos que somos. E eu gosto disso, e como jovem rapaz que sou, admiro-o. Gosto de fazer história, de criar história, de poder contar uma história, mas sobretudo de as poder escrever.
Não são dois cacos com um pouco de terra lá dentro que o fazem. O inicio de uma história poder ir para além de um conjunto de horas, mas nunca muito para além dos intervalos que nos marcam a mente. Uma história de verdade inicia na semente, na sua caracterização, do cuidado, do crescimento, do tempo,  principalmente do tempo. Pode ter dois minutos, é certo, mas nunca será assim tão perfeita quanto isso. A meu ver, é mais um conjunto de cenas, desenvolvidas a partir de uma verdadeira junção de momentos marcantes, como um crescimento notável de uma planta, de flores, rosas, folhas, o que seja. Faz me confusão quando vejo um grau de partilha acima do meu, é quase como um combate à privacidade de cada um, que deveria existir. Confesso que chega a incomodar, de facto mistura as direcções com os sentidos, uma vida sem privacidade, uma vida aberta, alheia a uma história dependente e independente nos devidos momentos, tais que deveriam ser inevitavelmente pessoais. Os meus feedback's ao fim de cada dia, fazem-me confusão, fazem-me sentir conduzido por um coração anormal. Dá-me a entender que sou diferente, que tenho um pensamento estranho, uma visão estranha sobre toda gente. Confesso que não sei até que ponto isso me distingue das pessoas, se negativamente, se positivamente. Contudo, creio que o impulso natural da escrita provoca realmente uma inconfundível reanimação. Tem dias em que eu acho que aqui, de papel e caneta, está tudo certo. Tem dias em que eu acho certo publicar e partilhar com as pessoas. Tem outros dias em que eu respiro os contra-factos, e acho que deveria guardar tudo na minha capa de elásticos. Tem outros ainda, que eu nem sei bem o que faço, se faço certo, se faço errado. Na verdade, quem quer saber? Já nem o ninguém.

domingo, 23 de novembro de 2014

Meio Termo



Sou um possuidor de um mundo irreal, na minha cabeça existe todas as maravilhas possíveis e igualmente possíveis na irrealidade. Nos últimos dez minutos de reflexão, parece que é verdade quando começo a crer que é possível poder gostar das pessoas. Nos últimos dois, acho que não, o que é naturalmente confuso em demasia. Dá para crer que o ideal é estar sozinho, estar um pouco em todo lado e em lado nenhum. As pessoas doces cada vez mais as vejo como uma ameaça para mim, ou então, sou eu uma ameaça para as pessoas doces. Quero tudo aquilo que é prometido, ou então não quero nada. Não funciono com meio termo, o meio termo é uma parte da minha vida, arrumada.