terça-feira, 5 de novembro de 2013

Esperança



Não se esqueçam que existirá sempre alguém que vos ama!
Pois... O mundo pode estar em estado mesmo inacreditável mas a possibilidade de um acto para além da ilusão é possível. Pelo menos o esforço dizem que é um factor extremamente importante para o sucesso, será que é verdade? Ou será que afinal é uma porcaria de uma junção de palavras de bom ouvido? Parece-me mais que sim, é um excelente começo até aonde queremos ir, mas se uma nuvem foi colocada por cima de ti pela natureza, bem então não vais poder impedir que a chuva te caia da cabeça aos pés. Quando isso acontecer, bem vindo à desilusão da tua própria ilusão. Sentido como um corte na veia e incendeio da tua pele quando atravessas a estrada que não queres e és bloqueado por o último carro que parecia possível chegar até ti. O teu tamanho está na importância que lhe dás, e a importância que vão dar para ti é contrário à largura da estrada que atravessas, e aí, o teu respirar é o som mais alto que tu próprio fazes. O teu tema de conversa será tudo menos aquele sério, porquê? Só os teus olhos atingem, e a boca simplesmente não permite mais do que a utilização de uma auto protecção para aquilo que os olhos conversam. Hoje em dia, conselhos como seguir apenas aquilo que te leva à felicidade, já não são os bons conselhos. Na minha opinião, manter o mais baixo nível de esperança de que alguém algum dia faça alguma coisa por ti, é o melhor conselho que posso dar.

sábado, 12 de outubro de 2013

Verdadeiras Conquistas



Aqui na linha olho para o que encontrei, deixei e perdi para dar lugar a uma nova aventura. Está a vir em caminho, direccionado para o que mais procurei, sempre. Ao longe, dá para sentir sempre um pouco a vibração do que vai acontecer a seguir... Acordo e puff.... Não é mais um sonho! Nem um pesadelo! Realidade, é assim que chama e trata-se do que todos vivemos e precisamos de reflectir seriamente. Teimamos em viver assim, iludidos e achar que tudo tem sempre uma cobertura, ERRADO. A cobertura é o nosso sentido mais pobre, transformaria em pensamento positivo e aprendizagem se pudesse, não apenas em mim, mas em quem tem com que realmente se preocupar em demasia. Ninguém merece viver o que vive, até achar que realmente está tudo a seu gosto, mas o que é verdade e sempre foi dito, tudo tem um preço. A felicidade talvez seja facilmente relacionada com o necessário pagamento para obter posse de qualquer coisa, ou seja, o dinheiro. Facilmente relacionado porque? Em volta desse mesmo, tem falsidade, mau negocio, bons acordos, roubos e tudo mais provocado pela má gerência... O que acontece com a nossa felicidade é um pouco isso, o descuido e a falta de protecção. Podemos ser todos felizes, mas a questão não é bem essa de comparação, digamos que até chegarmos a este ponto, a tempestade irá persistir e testar a paciência e a sensibilidade de cada um. Nunca serei o melhor para dar o tipo de conselhos que sejam, mas a força que toda gente tem, é sempre precisa, ninguém se irá sentir menos cansado se deixar de a manter activa... Portanto, na minha opinião, as verdadeiras conquistas são terrivelmente difíceis de chegar a sentir... São possíveis, claro, para todos nós. Desde que a vida me deu tempestade, eu tenho vindo a perceber quem sou e o que realmente sou, e sinceramente? Não, já não me assusta assim tanto. Uma árvore diferente não é uma árvore anormal, é um destaque natural. Neste mundo injusto e mais insensível que sensível, a forma de pensar tem de ser mais dura do que aquela que é aparentemente mais bela. 

domingo, 29 de setembro de 2013

Romance



Não há propriamente uma melhor forma de ler um romance, o seu género é demasiado especial e único para leituras comuns. A história de um romance pode ser como olhar o mar, cada um tem a sua forma de olhar, ler e interagir com o mesmo. Um romance é sempre cheio de vários factores que o constroem, todos igualmente importantes. De uma forma mais objectiva, todo romance tem uma história, seja terminada ou contínua. Como é óbvio, a construção é feita por tudo aquilo que queremos e não queremos viver, desde as maiores alegrias até ao maior desconforto do ser humano, mas isso é natural, é um poder forte da paixão. Tudo aquilo que aconteceu na minha história, é relembrado em causa da saudade originada por tudo aquilo que marcou. Sinceramente, é incómodo sentir que uma relação não chegou sequer à verdadeira chama, porque não foi possível iniciar a sua construção, mesmo já com o fogo ardente em mim. É basicamente como se tivesse sido iniciada a escrita de um livro e ao longo dessa iniciativa algo forte levasse a que, a um certo ponto inicial, não fosse possível desenvolver mais a história. Contudo, creio que o que aconteceu foi de tal forma tocante, num sentido mais triste, que hoje passado muito tempo não consiga sentir-me capaz de voltar a iniciar um livro, uma nova história. Há outras mais formas de saber o que estou a fazer e ser consciente do que devo fazer, mas a maior consciência tem de incluir tudo aquilo que somos e o que sentimos. É incómodo um jovem sentir o que é limitação, esta originada por uma espécie de obsessão por uma alma inexistente e por uma relação que o sol inventou e o vento levou. 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Discurso Irreal



O meu discurso tornou-se irreal. Foram muitas as horas passadas a esgotar a paciência de outras pessoas. Amigos faziam-me companhia durante o dia a dia, e ouviram-me falar acerca dos maiores cuidados possíveis a ter. Assistiram aos meus exageros. Assistiram aos meus excessos de preocupação, às minhas milhares de previsões após qualquer acto, ou seja, ao rapaz que com tudo que tinha tentou defender aquilo que fazia-lo feliz de verdade. Não me sentiria muito conformado se realmente perdesse essa fortaleza, não me aceitaria a viver sem uma preocupação com solução. Hoje, penso que passei mais horas a mentir para mim próprio do que para eles mesmo, perdi tempo e mais tempo a dar voltas e voltas a assuntos sem volta... Todos os dias, arranjei mil um motivos à minha maneira para contornar a realidade e encontrar um motivo favorável ao meu sentimento. Eu acreditei que era uma verdadeira paixão, em mim, nos olhos dela, nas palavras que eu dizia e que ouvia. Nunca fui tão longe ao pensamento negativo, nem o sentimento  permitiu-me aceitar essa possibilidade como uma verdadeira possibilidade. Simplesmente, eu atirei para o ar o pior fim possível, mas sinceramente, nunca acreditei que ele fosse acabar por existir. Assim que comecei a sentir uma diferença, nasceu uma dor... Essa corre-me nas veias, conduz confusão e desconforto até à mente e aperta-me o coração. Durante estes tempos tentei fazer com que eu acordasse e voltasse aprender de novo como viver sem o que tinha durante a vida curta e fácil. Numa certa altura até estava a convencer-me de que, de facto, estava afastar-me do que me levava ao silêncio. Infelizmente, um erro, pois ao mínimo sinal senti-me recuar no tempo em segundos e a sentir tudo de novo como se fosse ontem. Porém desta vez, de um outro jeito. Fico destruído cada vez que penso nas palavras que foram ditas, nos momentos que foram representados, nas mentiras que construíram o amor que só eu senti. Dói, dói por ter sido único, por eu ter acreditado que realmente poderia ser possível viver de uma felicidade assim. Já lá vai algum tempo, faz nem um ano, mas faz muito tempo em silêncio para um jovem, um rapaz bastante jovem que sou. A verdade é que não sou vitima das piores condições de vida que existem. Todos assistimos ao que por este mundo fora acontece. Imensas tragédias, histórias muito tristes, desde fome a dor, desrespeito a solidão, almas que já não estão vivas e corpos que apenas se movem. É triste e acabo por me sentir inútil a escrever acerca da minha história que me entristece todos os dias, mas é verdade que, o ser humano é mesmo assim, a conformidade é relativa e a dor é parte de nós. Independentemente do que está por trás dessa dor, do que a originou. Tentei ser forte, tentei representar e fazer o papel de alguém que deveria ser capaz de mostrar-se indiferente e capaz de pisar a história. Acontece que não fui forte, não o suficiente para enterrar o assunto, nem antes de saber a resposta final, nem depois de saber  a verdade. É, mesmo depois de saber que a pessoa afinal era fria e simplesmente embebedou-me de amor fingido. A vida é mesmo assim, em alguns dias fará sol e em outros fará chuva, e assim será sempre...

sábado, 24 de agosto de 2013

Sequência da Vida



Não penso que quando abrir os olhos vou ter à minha frente o que mereço, não agora nem hoje... Simplesmente clareio a visão em relação à realidade. Espero, faço-me de preguiçoso mas estou por todo lado ao mesmo tempo. O que me resta é seguir. Seguir o meu próprio passo a um ritmo apropriado, mentalidade forte e paciência. Penso que amanhã será um dia mais longo e eu não sei o que vai acontecer, mas com certeza eu vou perceber que o dia de ontem, foi difícil. Talvez porque a dificuldade de atravessar cada obstáculo não está na conclusão de observadores, mas sim na alma que suportou tal desconforto. Existe uma possibilidade de continuar afastar-me para cada vez mais longe daqui, mas a verdade é que estou a tentar manter-me próximo e com os 90º abaixo da face. Por vezes não é uma tragédia, não é um assunto levado a sério por qualquer pessoa, mas é um problema. Felizmente, sou da opinião de que os problemas não tem a importância que lhe dão, a importância está de acordo com o  impacto que tem sobre a pessoa que é atingida por eles. Portanto, porquê julgar? Porquê não ajudar? Porquê não respeitar o espaço de cada um? Não é? Atitudes contraditórias mas com algo em comum, respeito. Há varias formas de agir e lidar, e sinceramente eu acho que as pessoas é que acabam sempre por complicar. Infelizmente esse é um acto muito comum em todos nós. Temos de perceber que a vida em que cada um está metido é uma complicação, é difícil, e há momentos para tudo. Por mais que queiramos que não, todos sabemos que a estabilidade não dura a tão longo prazo assim, muito menos para sempre. Altos e baixos, esse é o nosso ritmo cardíaco e também a estrada que seguimos, independentemente das escolhas que sejam tomadas. A sequência é o que nos faz sentir vivos, basicamente são um conjunto de pensamentos meus que giram em torno daquela que eu considero ser a lei da vida. 

Um Desejo



Um desejo. Acordar de cabeça leve. Leve no sentido de não sentir a necessidade de acelerar demasiado rápido, aquele que acaba por ser o escudo de cada um de nós. Aprofundando um pouco mais, refiro-me à nossa capacidade de pensar, atenciosamente, no que somos obrigados pela própria consciência a pensar, isto é, no que está errado. Cada acordar é um inicio de um momento novo, portanto um desejo pode não ser aquilo que qualquer pessoa gostaria. Não! Penso que um desejo é mais que isso... Porque para viver aquilo que nós achamos que são os verdadeiros desejos, é necessário ter-mos condições suficientes para vivê-los intensamente, como de facto deve ser. O meu desejo é aquilo que é raro, não é impossível porque mais cedo ou mais tarde acontece, mas é raro. Até me arrisco a dizer que é o momento de todos os seres humanos que lutam por alguma coisa. Há sempre pelo menos um dia em que acordamos e sentimos transparência no que impede a verdadeira visão do céu limpo, algo confortável, um acordar plenamente calmo e despreocupado. Basicamente a ideia mais uma vez é transmitir para o mundo aquela que é uma mensagem, para mim, certa. É fundamental ter uma ideia e um cuidado no que vivemos e como vivemos, lutar sempre e procurar melhor, e um dia... O desejo que nunca referiste antes, vai acontecer, e com isso vais acabar por descobrir que ele sempre existiu. Deixo aqui a minha motivação para o teu próximo passo, é mais importante do que parece. 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Encantos Apagados



De facto nunca aconteceu antes, a leitura veio primeiro que a escrita. Antes de abrir a caixa de sentimentos aconteceu uma paragem que não foi provocada. Parei por instantes e li o meu interior, li os meus pensamentos e li os meus sentimentos... Quando as noites são longas, as garantias espalham-se por todo lugar em que o pensamento vai sobrevoar. A lua não é tão grande quanto parece quando entramos numa fase em que, de olhos fechados e sem ponta de sinal de luz,  adormecemos no próprio pensamento, nos próprios desejos. Na realidade a lua é grande, mas a lua não emite felicidade, não é olhada a esse ponto, simplesmente naquela que é a realidade, a lua é vista com atenção uma vez por ano. Ficamos preocupados com isso, pela forma como agimos e pela forma como encaramos as pessoas nas situações comparadas... Pela forma como lidamos com os erros das pessoas que ama-mos, não sempre do mesmo jeito, mas amor é amor. Esse é poderoso. É o sentimento invisível para encantos apagados, é frágil, e é necessário para que todas as almas percebam qual o lado bom disto tudo. Já todos repararam nas palavras que não dizem? Não há garantias de que a oportunidade de voltar a dizê-las venha a surgir. Não há certezas de que o momento certo para agir desta ou daquela forma vá surgir. Os acontecimentos são os riscos que nos ensinam e guiam até aonde temos que ir, por isso, temos de deixar que eles aconteçam. Temos de permitir que o copo de água caia no chão para provarmos a nós próprios que somos capazes de resolver esse problema que foi provocado somente por nós, simplesmente acho importante quando erramos. Tão importante quanto o sonho, quanto o desejo de ter alguma coisa. Perceber isto é uma melhor forma de ir ao encontro do que queremos atingir, mesmo que isso pareça loucura. Até porque, loucura? Loucura é arriscar, arriscar é atitude, atitude é probabilidade, probabilidade é esperança, esperança é bom, conquistar é melhor, mas nada supera o facto de a oportunidade de lutar existir.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Isolamento




Faz-me pensar bastante, e não consigo entrar em acordo com o que realmente acontece. Pessoas chegam de forma tão rápida, que até assusta um pouco. Com decorrer de conversas, de conhecimentos e de troca de entendimentos, surge uma maior confortabilidade entre almas. Sendo essa confortabilidade boa para criar um laço apertado e bem seguro, é feito exactamente o contrário. Pois, um conjunto de acções de seguida fazem-se sentir, pelo menos o suficiente para assentar bem o pó e clarear bem o seu espaço, mesmo que dure algum tempo. Depois desse necessário tempo, vira rotina. Após todo carinho e receber-nos a areia toda, é depositada uma confiança nem tão pouco merecida. Tudo começa por aí, inicia com a famosa ilusão, e termina sempre da forma que certamente estás a pensar neste preciso momento, é sempre assim...
Até consigo entender algumas decisões erradas, porque também as tenho. Respiro da mesma forma com esses erros que abalam um pouco com os pensamentos e normalmente até despertam bastante, ou seja não é isso que me tira o sono sinceramente. Contudo, estou plenamente de acordo quanto ao facto de as pessoas deverem errar bastante, mas não quando o fazem totalmente por descuido, por coisas que facilmente seriam possíveis de evitar, por não querer saber mesmo. Também estou de acordo quanto ao facto de as pessoas arriscaram, devem arriscar bastante. Já quando arriscam e dá em erro, passa a não ser bem assim, acontece que normalmente depois não são humildes o suficiente para pôr o orgulho na arrecadação e mostrar algum arrependimento. Em dias de hoje, toda gente tem um caso destes para contar, outras pessoas até tem mais que um, dois e três, o que é preocupante! Tenho em mente uma ideia posta pela natureza dos acontecimentos, é simples e lógica: Até que eu possa estar errado, possa estar diferente, possa não fazer parte dos meus planos o que vou fazer amanhã, mas um dia com o meu próprio acreditar , irá acabar por surgir uma estabilidade, finalmente uma estabilidade. Não me sinto confiante para dizer para mim mesmo em voz alta, mas no mesmo estado, não sou capaz de arrastar o isolamento para sempre. Hoje as coisas são vividas de um jeito que eu tenho a certeza que não irá permanecer durante muito tempo. Sim, sinto-me desiludido com atitudes de quem já passou pela minha história e deixou páginas com boas escritas. Tudo isso não irá ser esquecido, mas não acredito que me vai interromper a viagem durante muito mais tempo. Pelo menos, é um desejo meu, que eu todos os dias pinto-o com uma cor de esperança. Gostava muito de compreender como, em tempos difíceis,  ainda lidamos com pessoas de tal forma egoístas! Conquistam um espaço e cegam-nos a mente, levam-nos ao topo e seguram-nos lá em cima, e depois no fim, acabam por partir e deixar com que nos sintamos sós, em que tudo à volta é deserto. 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Afinal, isto é viver!



Só naquele momento, nem de uma outra maneira, nem de outra, não da forma mais simples, nem da forma mais complicada, é só daquela forma. Só para quem está a viver, só para quem está a sentir, só para essa mente presente será possível entender e sentir o que está realmente acontecer. Uma melhor compreensão, exige um estado idêntico à alma que fala o que ouvimos, caso não seja esse estado, nunca irá ser compreendido do jeito que devia ser, nem tão próximo da realidade. São os momentos que ditam quem nós somos, e por vezes, uma lágrima pode ditar em que fase da vida nos encontramos. Quando crescidos, ninguém é tão forte ao ponto de lutar contra a mensagem da sua própria lágrima, não no momento. Está sempre lá no céu, na ligação entre as estrelas que os nossos olhos escolhem no momento observar, uma mensagem, está sempre lá. Não é duro viver, é duro caminhar e enfrentar o escudo que as pessoas transportam quando sentem a respiração de alguém. Não é bom evitar-mos o nosso lado mais sensível, não é de todo, estamos agravar um sofrimento que um dia mais tarde acabará por surgir. É tão bom estar a fingir que somos menos sensíveis, como assumirmos a nós próprios que o somos e estarmos cientes da realidade. Podemos fazer milhares de coisas que queremos, podemos agradar-nos a nós próprios, ou podemos simplesmente procurar como o fazer. Simplesmente assusta pensar que um dia, tudo que sonhamos não irá mais acontecer porque não temos mais oportunidades de lutar. A única coisa que seremos capazes de fazer nesse dia, é de em descanso e vigilância total, sonharmos em mente adormecida e alma arrependida como teria sido se tivéssemos aproveitado e acreditado. Tudo que desejamos, não pode ser apenas o que desejamos, tem de ser o motivo do qual tivemos sucesso, ou o motivo da queda do insucesso, mas tem sempre de ser mais do que um desejo. Somos guiados por momentos, e todos vão dar ao mesmo, a nossa viagem é até ao fim, e todos os momentos vão-nos levar até esse mesmo fim. É importante que lutemos para que cada momento seja o momento que queríamos. Afinal, isto é viver!

sábado, 6 de julho de 2013

Desconforto



Quero muito acreditar que é normal viver uma fase da vida em que olhamos à volta e não vê-mos nada nem ninguém. Será tão normal assim, sentir que perdemos todo valor e grande força que tínhamos por pequenos erros? É muito mau sentir que já não temos valor para as pessoas que mais tem valor para nós, sentimos-nos como lixo, como apenas alguém a deixar pegadas por aí. O mal de tudo é saber que a felicidade está muito dependente de outras pessoas e não apenas de nós próprios. Com pouca coragem e vontade de planear, está um insignificante corpo presente, que constantemente grita alto em espaços vazios. Ao mesmo tempo é capaz de sair do seu próprio eco e assim os espaços fecharem-se. O que era um espaço vazio, vira também um espaço fechado, com fechaduras por onde não é possível espreitar nem um pouco do minuto que se segue. Uma alma carente e só, que muito transparente mas que mesmo assim impossibilita a descrição do seu estado a exteriores interessados. Entra facilmente na escuridão e ergue-se para luta pelo perdão do seu peito. Uma alma castigada e revoltada, por agir de forma leve e permitir respostas frias. Não sou um exemplo a seguir, e isso pouco ou nenhuma diferença faz para o desenvolvimento da sociedade mas mesmo assim, é importante conhecer casos infelizes para que amanhã não vá escavar um buraco idêntico. Encontro-me varias vezes no quarto com um calor extremo, e questiono-me às paredes porque que até mesmo esse me congela. Durmo e acordo a pensar que um dia o meu ser pode voltar, e acabo por acreditar na minha própria história. Nunca pensei que situações como tais se aplicassem, mas quando te deparas com os impossíveis, automaticamente irás retirar as tuas próprias ideias. A minha ideia dentro da situação pessoal que me encontro, é que a culpa não está do lado de quem tem a má atitude, está sempre do lado de quem a perdoa.