quarta-feira, 17 de maio de 2017

Já vai para além de duas dezenas de ensinamentos, escritos de forma salvadora, em momentos pontuais da vida. Momentos onde adormeci e acordei, repetitivamente, de um mundo que é meu. São realmente muitas as primaveras distintas, recheadas e vazias  de intencionalidades de toda gente e ninguém. Atingido de todo lado ou nenhum, desse lugar em que estive, que é longe ou aqui mesmo. Do género de quando alguém se senta em frente a nada e vive tudo em segundos. Do género de quando alguém lava as ideias com um poder de descoloração, significativo o suficiente, para que até o sol tema. Do género de quando te sentes tão apertado, que o espaço parece um egoísmo tremendo, por ser meu, afinal só meu. Iludida esta rotina, de cansaço otimista, em busca do retrato por desenhar. Creio que se trata de uma procura que não existe, e essa mesma leva me a resumir os dias e momentos de forma simples, como quem fala de uma vida milionária, carregada de tudo e mais qualquer coisa. Nessa precisa descoloração, estarei eu desenhado a rigor numa tela imaginária, ainda com a oportunidade de preencher os espaços onde ainda pode tocar o lápis. E é confuso perceber que é praticamente inevitável isso acontecer, dá a ideia que vivemos numa balança descontrolada, onde a tristeza e a felicidade é dependente da nossa identidade, da nossa personalidade, para além dos reais motivos que provoquem os desequilíbrios. Salvar o que sou, é escrever me num papel e dizer mo sem que sequer exista uma única voz, nem mesmo a minha. E isso para mim, faz todo sentido porque foi assim que me conheci, naquela que foi a primeira vez que escrevi sem uma direção humana.

domingo, 25 de setembro de 2016

Luta Silenciosa



Sabes aquela sensação de quando entregas uma oportunidade a uma decisão, por natureza, porque na tua mente não fazia sentido de outra forma. Aquela sensação de que estás no caminho certo, e que as pessoas certas estão por vir.  Aquela sensação de que não estavas no sítio certo, com as pessoas certas, e de repente a tua rotina cansa e... Percebes que estás de volta, numa luta silenciosa com as sensações. 
As escolhas são inteiramente um risco, e desse género de riscos se faz a vida,  e por vezes, as mudanças são s piores de todos. Passado estes anos, percebi que as pessoas certas não estavam por vir, as pessoas certas estavam lá, tão perto de mim, que eu com a minha mania da insatisfação deixei fugir. Senti me com um pé fora do meu círculo infernal, e isso foi o suficiente para que mudasse os pontos e as cruzes, e afinal era tudo uma questão de tempo. 
Ultimamente, olho à minha volta, e percebo que as mudanças inevitáveis e as opcionais descruzaram se. Não queria tocar no assunto, não queria sequer escrever, nem para mim, nem para ninguém. É humilhante para mim lamentar o destino que desenhei. Mais humilhante ainda é ter o céu limpo e ter entregue a estrela mais bonita que o preenchia. 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Ensino Indispensável?




Quando negamos uma tristeza na nossa vida, é sinal que iremos ser perseguidos um tempo infinito. Até a nossa boa memória falhar. Até um feliz momento revolucionar. Até uma oportunidade surgir, de entrar numa aventura incansável ou simplesmente de evaporar, das pessoas, da rotina.
Eu, durante todos estes mil cento e nove dias, vi cair muitas pedras moles e vi subir muitas pedras duras. Tive uma espécie de luta com a gravidade. 
Sabes, quem me dera que isso não tivesse acontecido e que eu não soubesse não mais do que aquilo que  sempre precisei para crescer. Será que durante este meu processo de construção, eu como autor, terei sido demasiado envolvente? Mais do que o que sentia... pressentia. Mais do que pensava para aquilo que lia... e escrevia. Após todas as noites, escritas e momentos de emoção, o resultado surge, claro como água e frio como o amanhecer. Sublinhado por conclusões antigas, como se a vida fosse umas tantas centenas, como a história aqui presente. Visto por um outro lado, tomara que seja apenas parte do desenho que descreve a minha adolescência. Adolescência, a fase onde o espaço é comum, o estilo de vida é idêntico, basicamente, onde a educação é finalizada, e onde são tomadas as possíveis decisões mais importantes da vida, daquilo que realmente nos irá definir como pessoa. O tempo em que conhecemos pessoas que nunca mais vamos nos esquecer, ou relembrar. Possivelmente, o tempo das partidas, do fim das relações que aparentemente teriam finalizado há meses, anos atrás. Onde a responsabilidade e a humildade passa a titular, e o tipo de convívio vira de plástico para vidro. Espero eu que, de uma forma mais firme, possa  despedir-me e garantir que os pensamentos, descrições, pessoas, sentimentos, venham a ser outros, e que toda esta luta seja um ensino indispensável para o meu futuro como pessoa. Vejamos... 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Despedida



Quem te procura na verdade? Nesta perdição inconsciente que até as memórias sublinham. Seria básico demais eu pedir um gelado como lembrança, ou um rebuçado como despedida. Na verdade, seria tipicamente desastroso para mim pedir um gesto distanciado, pedir um acto de carinho, como desculpa ou recompensa de outros tempos perdidos. Sinto que já é tão ultrapassado que nunca o será, e é tão impossível quanto um verdadeiro resumo com oito letras. Não consigo, honestamente, não consigo sentar me em qualquer lugar e explicar para alguém o porquê de eu sentir tudo isto de forma tão intensa. Não consigo entender muito bem, isto de fugir ao que me dói e ser um possuidor de boa disposição, isto de sentir me uma infantilidade e uma explosão de personalidade, isto de inúmeras vezes encontrar me com o meu lado mais bonito em termos de atitudes, de iniciativas de bondade. As despedidas levam-me a fazer parte de uma cena dramática de verdade, por momentos, fico desfeito em pedaços do desconhecido que sou. São momentos como estes que me recuam no tempo, nas lições, nos erros,  nas injustiças, e fazem-me refletir sobre as minhas capacidades de equilíbrio. Fico assim capaz de falar, num tal momento específico, sou eu capaz de, sozinho, fazer me entender que aqui estou eu. Como sempre, acabo por aperceber me que ainda não é tarde para escrever como haveria de recompensar me a mim próprio. E aí, eu questiono a minha posição, será que mereco o que sou? As pessoas que, de verdade, conquistei? Será que eu mereço as minhas vitórias? As minhas derrotas? 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Um amor em meio coração



Parei em algures, e por mera rotina esvaziei a caixa do correio e bati a porta de vidro. Pus-me a escrever, escrevi, escrevi e escrevi. Depois de tantas folhas amassadas, passei a dar valor ao que amo, ao facto de ser amado, e a tudo aquilo que foi positivo intencional. E na minha inocência, não conseguia acreditar no que estava a ser escrito. Só isso já era uma razão suficientemente morta para eu não sobreviver das pobres ideias, quanto mais conseguir assimilar e conciliar, sem passar pela questão de sentir-me firme. Não há entregas que nos formem, mas eu formei-me pela minha má entrega. Fez-se assim uma madrugada inteira, uma ou centenas, e senti a canseira de quem escreve e reescreve. Não é que a escrita canse, não cansa, mas bater no que de mais fraco é, partindo de vários pontos, abala toda a noção do que é dia e do que é noite. Optei pela insistência como se estivesse realmente certo, quando na verdade faltou sempre uma valente dose de consciência, pois eu não tinha noção de quanto mau era o que  tinha para escrever. É complicado, assumir uma fraqueza, para além de muitas outras, uma fraqueza humana. Lidar com isso, já me formou, pela má entrega, pela fraqueza humana, pelo sacrifício de superação. São dezenas de sentimentos incontroláveis que transmitem os sinais de humanidade, de sensibilidade, e o mais difícil é ser capaz de mover-me e iniciar uma luta com certeza e sentido. Eu, perante todas as palavras que já escrevi, fico à espera a madrugada inteira, pelo momento em que me falte a vontade de te escrever. Sinto que o tempo está a desenrolar-se sobre um resgate, e às vezes eu não sei muito bem se é isso que quer transmitir, mas uma certeza pelo menos, eu tenho. Jamais saberei acreditar nas impurezas de um sentimento, não consigo desfazer um amor em meio coração, não consigo perceber o sentimento de saudade por cima do desprezo, e isso já é suficiente para remover qualquer das milhares palavras escritas.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Boa noite



Em todos os momentos da tua vida vais sentir a minha mão sobre a tua, pretendo estar sempre presente quando precisares e não precisares, para te ver ser feliz e a superar as dificuldades, sempre. O que eu vejo é o que sinto, um caminho longo pela frente, com muitas cabeçadas na parede e com muitos mais momentos lindos os dois, juntos. Não conto com uma desilusão, pode tudo em frente correr mal, mas nós? Bem, nós não imagino correr mal, não vejo nada acontecer fora dos planos.
 Tenho noção, de que nos vamos chatear, muitas vezes e sinceramente assim espero, porque isso sim, é correr certo, como uma verdadeira relação. Não vou aceitar todas as tuas decisões e escolhas de consciência leve, assim como tu podes não aceitar certas coisas que eu faça, é normal. Fico feliz quando corre algo mal e de seguida o que construímos até hoje, ou seja, o sentimento leva-nos rapidamente um até ao outro, e de repente, estamos bem de novo. Tenho perfeita noção que isso é normal, e sinceramente? Tudo vai valer a pena, enquanto tu seguras tudo enquanto estamos bem, fazes reviver e viver feliz, eu seguro enquanto estamos mal, não faz parte de mim ser assim, mas contigo? bem contigo é diferente, porque não há braço a torcer, há uma irmã que eu quero ver ser feliz e a sair-se sempre bem de tudo, quero-te ver crescer e tornares-te numa mulher, uma verdadeira mulher!

27 Outubro de 2013

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

História




Os dias de cada ser humano, é uma pequena história de grandes bons e maus momentos. Nestas longas horas, conseguimos ser mais versáteis do que realmente achamos que somos. E eu gosto disso, e como jovem rapaz que sou, admiro-o. Gosto de fazer história, de criar história, de poder contar uma história, mas sobretudo de as poder escrever.
Não são dois cacos com um pouco de terra lá dentro que o fazem. O inicio de uma história poder ir para além de um conjunto de horas, mas nunca muito para além dos intervalos que nos marcam a mente. Uma história de verdade inicia na semente, na sua caracterização, do cuidado, do crescimento, do tempo,  principalmente do tempo. Pode ter dois minutos, é certo, mas nunca será assim tão perfeita quanto isso. A meu ver, é mais um conjunto de cenas, desenvolvidas a partir de uma verdadeira junção de momentos marcantes, como um crescimento notável de uma planta, de flores, rosas, folhas, o que seja. Faz me confusão quando vejo um grau de partilha acima do meu, é quase como um combate à privacidade de cada um, que deveria existir. Confesso que chega a incomodar, de facto mistura as direcções com os sentidos, uma vida sem privacidade, uma vida aberta, alheia a uma história dependente e independente nos devidos momentos, tais que deveriam ser inevitavelmente pessoais. Os meus feedback's ao fim de cada dia, fazem-me confusão, fazem-me sentir conduzido por um coração anormal. Dá-me a entender que sou diferente, que tenho um pensamento estranho, uma visão estranha sobre toda gente. Confesso que não sei até que ponto isso me distingue das pessoas, se negativamente, se positivamente. Contudo, creio que o impulso natural da escrita provoca realmente uma inconfundível reanimação. Tem dias em que eu acho que aqui, de papel e caneta, está tudo certo. Tem dias em que eu acho certo publicar e partilhar com as pessoas. Tem outros dias em que eu respiro os contra-factos, e acho que deveria guardar tudo na minha capa de elásticos. Tem outros ainda, que eu nem sei bem o que faço, se faço certo, se faço errado. Na verdade, quem quer saber? Já nem o ninguém.

domingo, 23 de novembro de 2014

Meio Termo



Sou um possuidor de um mundo irreal, na minha cabeça existe todas as maravilhas possíveis e igualmente possíveis na irrealidade. Nos últimos dez minutos de reflexão, parece que é verdade quando começo a crer que é possível poder gostar das pessoas. Nos últimos dois, acho que não, o que é naturalmente confuso em demasia. Dá para crer que o ideal é estar sozinho, estar um pouco em todo lado e em lado nenhum. As pessoas doces cada vez mais as vejo como uma ameaça para mim, ou então, sou eu uma ameaça para as pessoas doces. Quero tudo aquilo que é prometido, ou então não quero nada. Não funciono com meio termo, o meio termo é uma parte da minha vida, arrumada. 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Madrugadas Recordativas



Duas e meia, e nada seria tão certo se nem um piano nos safasse. Não sei se é maldade quando faço de mim um versátil amigo, divertido, espontâneo, meio perdido. Não sei, confesso que não sei. Estou confuso, para além de acompanhado deste chamado espírito  que talvez seja de meu pertence, inimigo o poderia chamar. De volta para baixo, bem do princípio, até à plantação de uma queda de cubos de gelo pela ravina dramática a baixo, estou eu de volta das origens, das recordações bonitas e não bonitas. Realmente  é incrível como é a música toda a condução, leva-nos de lado para lado em minutos de ouro, bronze e prata. Eu julguei ser um pouco de barulho a salvar as madrugadas recordativas, mas a minha carente alma provou que apenas a suavidade de um piano vira o mundo do avesso e entende os vazios,  os sítios por onde nem a palavra é capaz de chegar. Procuro um pouco de sentido nestes momentos, um pouco de carinho nestes dias. Na verdade, escondi me como um bicho no habitat, como um avião nas nuvens ou um navio no oceano, já mais ninguém sabe quem eu sou e naquilo que penso, no quero e sinto. Nem sempre foi assim, mas também já foi pior,  um mal entendido sempre foi diferente de um livro não lido. 

Justiça



Em honra à fome e à sede da mente inconformada, não te cales. Há tanto para dizer, por dizer, para conversar, compensar e discutir.  Aquilo que sentes não é só uma perna de apoio,  ou uma rota, é uma escolha daquilo que quer queiras quer não, acontece. Leva-o como quiseres, um ponto ou encontro, desencontro ou silêncio. Seja na rua, em casa, no supermercado ou na escola, mas fala. Não dá, não combina uma mente positiva com muito por fazer, fazer acontecer. Leva contigo este mundo para qualquer lado, faz de cada passo uma vitória e não uma escapatória. Não fiques com nuvens passadas a cobrir o teu  céu, ou melhor, não impeças um dia limpo. Abre o livro, desenha o teu espelho, deixa que a justiça faça de ti quem terás de ser.