domingo, 17 de março de 2013


Descer a rua a contar os carros, a pontapear as pedras e a desejar o arco íris, a desejar cor à imagem que se forma. Lá, naquele sitio mais carinhoso do que qualquer outro, onde só lá nos sentimos protegidos e seguros, simplesmente à vontade para dar lugar às lágrimas e aos gritos silenciosos. Onde podemos pensar em nós ou no que está dentro de nós, sobre os contos, as canções desafinadas e as conversas em tom de voz suave.... Ou simplesmente a relembrar aquele silêncio que tomava maior parte da chamada por telemóvel. Silêncio que dava lugar a milhares de pensamentos que nos atravessavam a cabeça em fracções de segundos. Tem sempre um sitio certo, e é preciso saber lidar com isso mesmo, é preciso saber estar seja onde for, tem um lugar certo para dar a gargalhada como tem o lugar certo para libertar as tristezas.... Tristezas que tanto mexem connosco, que tanto desviam os nossos pensamentos, mas que devem ser enfrentadas e de certa forma escondidas por um sorriso, por muita força interior para não deixar que o mundo consiga ler o nosso verdadeiro estado, sem que queiramos pelo menos... Pois o melhor que podemos fazer, é guardar os desabafos para as pessoas que realmente merecem ter um lugar no nosso coração, pessoas que realmente mereçam a nossa confiança. Toda gente caí e levanta, mas tal como para levantar, é preciso saber cair... No sitio certo, há hora certa, com as presenças certas... Dar tempo ao tempo, é o melhor a fazer, não ter vergonha e saber ir em frente.  Devemos principalmente lutar para salvar o nosso mundo e não esperar que o façam por nós!

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